sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CONDENAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO.

A justiça não tem punido,e nem condenado em definitivo  acusados de contratar trabalho escravo no país,nos último quatro anos nenhum acusado teve de cumprir penas.
É lamentável  a situação em diversos estados,inclusive em grandes centros,onde a poucos meses foram constatadas carvoarias que com trabalhadores em situação análoga a escravidão forneciam a grandes varejistas da capital paulista,em minas gerais chacinas e desaparecimento de trabalhadores seguem sem solução,no norte do país segue a repressão a ação de pistoleiros ainda é uma realidade.
O ministério público federal promove campanha pela celeridade dos processos envolvendo casos de trabalho escravo,mas nós que afirmamos a urgência de organização a muito tempo recordamos,é responsabilidade dos sindicatos assumir estas denuncias e boicotes aos que tem utilizado de mão de obra sujeita a situações degradantes.
Denunciamos o sindicalismo pelego/oficial/partidário por sua omissão,mesmo em situações de precariedade laboral,que não sejam interpretadas legalmente como situação análoga a escravidão estes sindicatos que estão mais interessados nos fundos do imposto sindical se mantém longe da realidade dos trabalhadores e trabalhadoras.
Exigimos a punição de condenados e processados por trabalho escravo,vale recordar que no campo esta é uma condição que possibilita a expropriação para reforma agrária,e que a interpretação seja a mesma para os escravos urbanos em confecções,que os processos possibilitem a toma das fábricas pelos trabalhadores,de forma a terem amparo jurídico para a produção autogerida.
O número de autuações por trabalho escravo tem crescido no país,inversamente o cumprimento de penas e condenações não,o estado com maior número de processos relacionados ao trabalho escravo é o estado do Pará,com 121.
Chamamos os trabalhadores a organização,a mobilização sem sindicalistas parasitas profissionais,por bem estar e liberdade a nossa gente,em defesa de nossa dignidade que é desrespeitada todos os dias com as violações das leis trabalhistas e com a conivência do estado,que não condena patrões que tem sujeitado trabalhadores a condições desumanas.
Alertamos companheiros e companheiras para a corrosão de direitos,e a a firmação das várias situações de escravidão que existem,muito maiores do que a concepção de analogia a escravidão descritas pelas leis.
Condenação e extermínio do trabalho escravo,bem estar liberdade e autogestão.



domingo, 26 de janeiro de 2014

A LUTA SOCIAL É LEGÍTIMA.

As lutas sociais amadurecem em Araxá,das questões amplas reivindicadas por grupos organizados,até a luta laboral em núcleos por melhorias em condições de trabalho e organização autônoma.
A lição tirada das manifestações em massa durante os meses de junho/julho de 2013,é que a autogestão pode ser uma realidade como já é durante as  lutas de hoje,pode ser e lutamos para que seja de forma mais ampla,mas distintos grupos precisam de seus espaços para buscarem as melhorias que lhes são de direito.
Durante as manifestações em massa observamos que aqueles(estudantes) que tradicionalmente são parte organizacional das lutas não tinham nenhum tipo de organização,salvo os que já estavam nas ruas organizados em coletivos anarquistas sem espaços para suas atividades.
Como consequência natural da situação de desorganização,os coletivos que ontem caminhavam ao lado deste sindicato nas ruas,hoje reivindicam seu direito de utilizar os espaços da união estudantil local,e terem respeitado o direito de organização e reivindicação,dentro dos parâmetros do próprio estado para este tipo de organização.
Nós somos solidários a luta por respeito a orientação de Juventude Libertária,e a sua liberdade de organização e reivindicação,é lamentável que reivindicações levem a ameaças e calúnias contra esta seção sindical e seus mais ativos sócios.
É evidente que estamos sendo atacados por apoiarmos a organização destes que estiveram ao nosso lado nas ruas,e seguem lutando e se organizando por bem estar.
O amadurecimento das lutas sociais parecem assustar alguns,mas são parte fundamental da evolução de distintos grupos em suas lutas através da ação direta,que mesmo antes de junho 2013 já havia definido a estratégia pacífica de resistência.
Contrariando estas resoluções,mídias ligadas a entidades questionadas por nossos companheiros e companheiras de Juventude Libertária,acusam-nos de praticas violentas,quando ao mesmo tempo observamos acusações sem fundamentos desaparecerem,como uma suposta carta de ameaça que jamais foi mostrada, em que mais uma vez anarquistas foram acusados de serem os autores da tal carta,mostrando que realmente vivemos dias de perseguição ideológica e mesmo os grupos pacíficos pagam por lutarem,por questionarem.
A luta social em Araxá é legítima,as reivindicações e questionamentos são legítimos e visam amadurecer a luta social,a democracia direta,autogestão e participação efetiva de todos e todas.
A liberdade de expressão e questionamentos em torno de valores e sua aplicação são direitos básicos,desrespeitados por determinadas mídias.
Denunciamos publicamente as tentativas de nos silenciar pela coação,ameaça e mentira,temos plena convicção da necessidade destas lutas,e de como a autogestão e o respeito dependem de tal luta.
O caminho natural das lutas sociais em Araxá passa por estes questionamentos,é notório o desejo de esclarecer estas situações por parte de todos na cidade.
Não aceitamos a tentativa de criminalização  da luta social em Araxá,afirmamos nosso direito e necessidade de seguir lutando em solidariedade,e em defesa da liberdade.

 

PRIORIZAR A SEGURANÇA DA FAMÍLIA TRABALHADORA.

Se as famílias de poderosos,políticos e patronais desfrutam de amplos espaços de lazer,a família trabalhadora araxaense é carente de espaços de cultura,lazer e convivência.
Nós,como trabalhadores e trabalhadoras sentimos na pele a precariedade de serviços públicos e a carência de espaços de lazer,nossas crianças expostas aos riscos de vias movimentadas é um fato que não podemos mais aceitar,devemos reivindicar imediatamente espaços de lazer e redutores de velocidade em nossos bairros,ou que o estado não nos incrimine por fazermos nós mesmo redutores de velocidade em nossos bairros.
Um exemplo de precariedade em espaços públicos é a praça do Urciano Lemos,dispondo de grama sintética em seu campo,quadra coberta e espaços para a convivência,é uma obra pela metade,com áreas de riscos as crianças e suas famílias,postes antigos pela metade,um quiosque caindo,lixo e abandono em metade do espaço,enquanto na outra metade o governo municipal já planeja inauguração e já foram realizados eventos oficiais.
Se o espaço é tão bom assim,e não oferece risco a usuários,que os políticos frequentem o local com seus filhos e filhas,a obra ao povo parece perfeita para eles porque eles mesmo não a utilizarão.
Outra questão de urgência a moradores do setor norte,é a colocação de redutores de velocidade em ruas do salomão drummond,um bairro sem espaços de lazer em que dezenas de crianças tem as ruas para se divertirem,mas sob os riscos do trânsito.
O trânsito é um problema que poderia ser solucionado com priorização do transporte público,mas não é oque vemos,todos querem sair da exploração e aperto no transporte público e ter sua individualidade e desejos particulares priorizados,em grande parte pela ineficácia do transporte público.
Priorizar a segurança da família trabalhadora,a partir da segurança e minimo bem estar e liberdade,autogerir nossos espaços.
Exigimos a solução dos problemas na praça do Urciano Lemos que oferece risco aos nossos filhos e filhas,e exigimos a implantação de redutores de velocidade em todas as vias do salomão drummond,onde crianças correm risco com o trânsito e a falta de espaços de lazer.
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

QUEM SÃO OS QUE DEFENDEM OS EXPLORADORES?

Como trabalhadores e trabalhadoras,como membros da população que utiliza serviços públicos de saúde,transporte e educação,temos o direito básico de reivindicar melhorias imediatas,mesmo que não consideremos estas reivindicações a solução para os problemas como um todo,mas necessidades urgentes.
Assim é o transporte público em Araxá,famílias são vitimas de um verdadeiro apartheid introduzido por "projetos" da empresa de ônibus com apoio do governo municipal,exemplos temos diversos:as famílias do setor norte foram afastadas das áreas de lazer do barreiro pela extinção de linhas de ônibus diretas ao parque,um lugar saudável para a família trabalhadora.
Estudantes são obrigado a pagar uma meia tarifa para ir e voltar da escolas,parece um direito a meia tarifa mas quando analisamos as próprias leis do estado,vemos que é legal o passe livre,e um direito garantido como a gratuidade no ensino,afinal esta meia tarifa pesa e muito ao final do mês para a família trabalhadora.
Araxá não dispunha nem mesmo de pontos cobertos nos terminais,senhores,senhoras,crianças e todos os trabalhadores e  trabalhadoras expostos ao sol e a chuva,a pressão dos piquetes nos terminais obrigou o governo municipal a garantir o minimo conforto,e assim foram construídas as coberturas no centro da cidade.
Assim foram feitas as denúncias por parte da população quanto ao perigo da extinção de cobradores em algumas linhas na época,oque parece estar sendo corrigido,diante dos atos em solidariedade aos trabalhadores da empresa,estes que tocam os ônibus e não aqueles que fiscalizam companheiros e reprimem manifestantes,como a brutalidade de 2011.
Araxá possui uma das tarifas mais caras do país,é fato e basta analisar e comparar ao preço de capitais,e podemos inclusive dar ênfase as capitais mais montanhosas,e com maior gasto de peças e mecânica,o preço em Araxá é sim extremamente alto,grande parte da população utiliza o transporte público para subir morros,mais do que pelas distâncias,e os protestos contra o valor da tarifa são já parte da cidade e de suas reivindicações.
Nas jornadas de 2012/2013,podemos considerar a luta autogerida e guiada por assembleias,como parcialmente vitoriosa,não tivemos o tradicional aumento de final de ano,além da redução nacional das tarifas em virtude das jornadas de Junho e da luta de diversas organizações,em Araxá barramos o aumento 2013/2014 e seguimos mobilizados para barra qualquer tentativa se subir o preço da passagem,já absurdamente cara.
A autogestão de nossas lutas é uma realidade,a quantidade de pessoas que se juntam é realmente inédita na história desta cidade,e isso tudo também resulta em repressão por parte de setores descontentes com a luta legítima,chegam ao cúmulo de defenderem o indefensável,defenderem aqueles que solicitam aumento das tarifas.
Determinada mídia autoritária da cidade,descontente com o apoio,solidariedade e participação deste sindicato em lutas por ampla autogestão chega a uma absurda defesa da empresa de ônibus local,estariam eles sem argumentos quando os jovens solicitam um C.P.I. ,e autogestão daquilo que é deles,e não um curral eleitoral.
Repudiamos estes que tem divulgado palavras que não foram expressadas por esta seção sindical,e tentam de todas as formas silenciar nossa voz,quando sabemos que são incapazes de mobilizar mais do que amigos.
A luta por um transporte público digno em Araxá,é parte da cidade e de suas necessidades mais imediatas,é a luta para que o povo seja respeitado e tenha bem estar e liberdade de usufruir a vida,desfrutar com seus familiares com direito ao lazer e transporte,para que a meia tarifa seja vista como mais um meio de exploração e um desrespeito aos direitos garantidos de gratuidade no ensino público.
Nos perguntamos,quem são estes que defendem os exploradores?
-Que atacam quem os questiona,e se parecem mais a pequenos ditadores.
Seguiremos nas ruas,estão definidas diversas ações de piquetes por todas a cidade de maneira a levar a outros pontos a situação de repressão e mentira contra este sindicato,e as reais intenções de quem tenta sem sucesso nos silenciar.
O transporte público de Araxá precisa ser do povo e para o povo,e não uma fonte de lucro para empresas privadas,desde as ruas expressamos as necessidades mais urgentes de nossa gente.
Aqueles que nem mesmo transporte público utilizam,e que tentaram se aproveitar de lutas sociais em beneficio próprio só podemos afirmar nossa repudio,e a completa certeza de que não haverá passo atrás nas lutas sociais/laborais em Araxá.

SOLIDARIEDADE AOS PETROLEIROS DE HERAS.

O Sindicato dos trabalhadores em artes e ofícios vários de Araxá,seção COB/AIT ,expressa total solidariedade aos trabalhadores presos por lutar,e torturados para que o estado chegasse a seu desejo de culpar sindicalistas.
Estes trabalhadores,que estavam em greve para que fosse assumida sua posição como petroleiros,com ode fato são,de maneira a terem os convênios e salários desta categoria.
Diversos trabalhadores fizeram uma manifestação até a prefeitura,onde em conflitos e entre vitimas 17 trabalhadores foram detidos,e acusados em circunstâncias demasiadamente confusas para que a justiça possa os declarar culpados.
Quatro foram condenados a prisão perpétua e outros seis a a cinco anos de prisão,além deste caso recentemente um trabalhador da linha 60 de Buenos Aires foi condenado a 7 meses de prisão por reclamar seus direitos e protestar contra demissões,além dos conflitos em Kraft,Emfer e Lear na zona norte de Buenos Aires que se encontra militarizada.
As tentativas de criminalização das lutas sociais são uma constante nestes governos,serviçais do grande capital,e o dever de todos nós trabalhadores e trabalhadoras e estarmos mobilizados e solidários.
A nossa irmã F.O.R.A. A.I.T. chama a solidariedade para todos estes casos,e desde a região conhecida como brasil expressamos nossa solidariedade e o chamado para demonstrar que nossa solidariedade não é apenas palavra escrita.


http://fora-ait.com.ar/blog/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"ANARCOSSINDICALISMO CLANDESTINO"

Em Araxá-MG,as práticas de repressão de alguns setores autoritários  remontam ao século XIX,grupos que não aceitam questionamentos e nem a luta social por bem estar e  liberdade,tentam de todas as formas calar os que os questionam.
Depois de questionados,atacam,mentem e forjam crimes contra pessoas que se manifestam contra injustiças,utilizam das prisões políticas de junho para classificar manifestantes como marginais,e se escondem atrás de códigos para ocultar suas mentiras.
São diversos os exemplos,primeiro as supostas ameaças em carta,que simplesmente desapareceram,depois as ameaças virtuais que são manobradas de toda a forma por grupelhos fascistas,para tentar esconder a fraude processual que isso representa,sabem que a origem destas ameaças incrimina eles próprios(fascistas).
Depois acusam o SINDIVÁRIOS ARAXÁ COB/AIT de ser uma organização clandestina com fins criminosos,pois bem;este sindicato é sim solidário aos estudantes e jovens de Juventude Libertária e encara esta luta como sua,desde o momento em que fomos atacados por sermos solidários e acusados de todo tipo de crime depois de questionarmos,a incrível ironia e desfaçatez de atacar depois de serem questionados,e ser chamada dentro dos padrões do próprio estado uma C.P.I. da entidade que negou acesso a aqueles que supostamente representa.
Não aceitamos,e nunca aceitaremos registros no MT,porque rejeitamos o imposto sindical e o profissionalismo de sindicalistas,nossos princípios e estatutos mais que centenários são para sindicatos reais e ativos,formados por trabalhadores e trabalhadoras horizontalmente e por seus próprios interesses econômicos e reivindicações diretas,práticas tradicionais neste país e protagonistas nas minimas conquistas dos trabalhadores.
Classificar sindicatos horizontais como organizações clandestinas e criminosas,é uma grave violação as resoluções internacionais quanto a liberdade de organização,desde a OIT até a declaração internacional dos direitos humanos,todos garantem o direito a livre organização,e mais especificamente sem a interferência do estado.
Se por um lado causam revolta,as declarações de uma mídia fascista acuada pela verdade,por outro nos traz felicidade saber se existe ou não respeito as normas de organização neste país,a CLT assim esta nua e exposta,suas origens autoritárias agora serão postas a prova nestes processos movidos como meio de coação política.
Estas formas de coação conosco não surtem efeito,as reivindicações são as mesmas e seguirão sendo,obedecendo as resoluções do 4° ato,a descentralização e organização horizontal para manter a luta deve ser uma constante,assim como a manutenção de atos como já citado,de forma descentralizada.
De todas as formas,tentam incriminar os que questionam e não aceitam a coação,somos e seremos solidários aos perseguidos e coagidos por lutar por organização na luta social,e não aceitar o imposto a quase duas décadas.
Os mesmo fascistas que estão a frente de supostas organizações juvenis,também são capazes de marginalizar os jovens que se manifestam contra seu autoritarismo,usando a típica ferramenta de criminalização da luta social,usam como argumento manifestações em que haviam centenas,milhares de pessoas das mais variadas idades,como se estes não tivessem o direito a se expressar.
É repudiável a atitude desta mídia,que nunca foi e nunca será a voz da população,afinal chegam ao absurdo de deferem,indefensáveis empresas segundo a própria opinião popular,ou será que encontram alguma pessoas satisfeita com o transporte público e seu valor?
A defesa de empresas,políticos e do estado,demonstram bem quem são,covardes que não aceitam serem questionados e assim que questionados atacam,mentem e tentam silenciar os descontentes,atitudes típicas de ditadores.
Nós não daremos nenhum passo atrás,exigimos o fim imediato da repressão nesta cidade e a imediata abertura da entidade para assembleias estudantis,estas reivindicações nasceram da própria experiência de luta e da necessidade de autogestão nos mais diversos níveis,a inércia dos que acusam é uma especialidade deles para desorganizar as lutas em Araxá.
Desmascarados e questionados,tentam criminalizar as lutas,mas estas tentativas não passarão,jamais!
No momento são movidos diversos processos políticos contra este sindicato,seus membros e companheiros e companheiras de Juventude Libertária,declaramos publicamente que jamais nos renderemos frente a coação,seguiremos lutando pela verdade e pelo direito de organização.
Denunciamos as tentativas de coação,as mentiras,crimes forjados e calúnias,tudo isso fruto de simples questionamentos que não são aceitos por quem nos ataca,acostumados a questionar em nome de seus próprios interesses não aceitam quando são questionados por interesses coletivos.
O SINDIVÁRIOS ARAXÁ COB/AIT declara que estará em pé,até a vitória e que o direito de organização seja respeitado,assim que tenham fim as praticas repressivas e covardes praticadas contra este sindicato e seus sócios.
Não aceitamos registros do estado,para não aceitar dinheiro do estado,diferente daqueles acostumados a mamar nas tetas do estado e viverem da desorganização da luta social,temos princípios!





O FASCISMO E SUAS COVARDIAS  NUNCA PASSARÃO!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SALÁRIO DE R$2.765,00

Para garantir a miníma qualidade de vida,para garantir a sobrevivência da família trabalhadora,o salário minimo deveria ser de R2.765,00 segundo a última pesquisa dieese.
O valor supera em mais de quatro vezes o valor do salário,e confirma a situação da família trabalhadora denunciada por sindicatos de trabalhadores,já que o sindicalismo pelego/oficial aceita todo tipo de acordos  com sindicatos patronais,federações de indústrias e políticos.
Nós da COB/AIT já expomos a situação a vários anos,e em todos esses anos as pesquisas de preços reais e custo de vida da família  trabalhadora demonstram o mesmo; a situação de precariedade cresce a cada dia com a ausência de contratos de trabalho,salários miseráveis e extensão da jornada de trabalho segundo a "necessidade" das patronais,que já incluem em contratos de trabalho a situação de necessidade de extensão de jornada  amparada pelo banco de horas,e por acertos por fora das leis trabalhistas,corroendo ainda mais os mínimos direitos conquistados através de lutas de todos os trabalhadores e trabalhadoras.
A situação em 2013 se agravou com as manobras contábeis do governo,que divulga  dados artificiais ocultando os preços reais,quando a realidade é que a cesta básica teve alta acima de 10% em nove capitais e maiores ainda em outras:Salvador 16,74%  Natal 14,07% ,Campo Grande 12,38%.
Belo Horizonte registrou alta na cesta básica de  7,35 %,e o interior com dados não divulgados por esperar números ainda maiores,ou como em Araxá onde os trabalhadores recebem salários mínimos e pagam preços turísticos.
Somente no mês de dezembro o preço da cesta básica subiu em 15 das 18 cidades pesquisadas,com somente duas cidades apresentando quedas,Aracaju -0,88%  e Rio de Janeiro -0,43%,porém vale recordar que os dados divulgados pelo estado não são jamais confiáveis,empurrados sempre na direção de interesse eleitoral do governo e seus partidos aliados.
Nós da COB/AIT exigimos a muitos anos a correção real do salário minimo,sob o argumento da própria CLT,e das necessidades imediatas da família trabalhadora.
Nossas necessidades vão muito além do mísero salário minimo,os valores de aluguéis são exorbitantes em cidade como Araxá,onde tais pagamentos levam mais da metade do salário minimo e deixam a família trabalhadora refém das necessidades,e de patronais que colocam o emprego como um favor prestado ao trabalhador e não o inverso.
O trabalhador e a trabalhadora tudo produzem,tem direito a uma vida digna e de bem estar,mas este bem estar,não é possível com os preços pagos para viver e com os salários atuais.
Entendemos as reivindicações salariais como paliativos que não resolvem os problemas centrais do trabalho,mas a sobrevivência de nossa gente é urgente,e não podem ser deixadas de lado as reivindicações salariais quando a miséria bate a porta da maior parte das famílias trabalhadoras,vitimas das necessidades diárias e dos altos preços que galopam cada dia mais acima,e os salários cada vez mais abaixo.
Preparemos o avanço em torno das reivindicações que garantam o minimo bem estar,a correção real do salário e a redução das jornadas de trabalho sem redução salarial,visando a abertura de novas vagas e turnos,diminuindo o desemprego e a chantagem da empregabilidade/sobrevivência.
Nós trabalhadores e trabalhadoras não temos outras alternativa,se não a luta e as greves por nossa sobrevivência,devemos estar mobilizados e organizados por bem estar e liberdade.
Rejeitando o sindicalismo oficial/pelego,e deixando clara nossa liberdade de organização fora do sindicalismo estatal que é apenas um ferramenta de partidos,e aliado das patronais com quem estes sindicalistas profissionais convivem nos palácios do governo.

O salário minimo de R$2.765,00 não é uma utopia,mas uma necessidade exposta pelas próprias agências de pesquisas que confirmam o reivindicado por nós a vários anos,deixando a mostra a desfaçatez do estado e de seus aliados patrões,financiadores de campanhas eleitorais.
Este ano não esqueça disso trabalhador e trabalhadora,seu voto nada mudará,sua abstenção e seu voto nulo seguidos de organização autogerida sim,representam um perigo real as regalias dos de cima,e por isso perseguem o anarcossindicalismo,um perigo real as mordomias.