quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ATAQUE AOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS.

Assim como alertado, o governo implementa cortes em direitos sociais e avança sobre nossa gente, tornando o acesso ao seguro desemprego, abono salarial(PIS), auxílio doença e pensão por morte mais difícil, tudo isso com total apoio das centrais UGT e CUT, centrais sindicais aliadas das patronais e trampolim eleitoral para líderes sindicais, centrais que são crias de uma legislação trabalhista fascista e sobrevivem da desorganização dos trabalhadores e trabalhadoras.
Os cortes em direitos sociais, chamados de ajustes pelo governo, representam um dos piores avanços contra os trabalhadores e trabalhadoras quando ataca jovens no primeiro emprego e dependentes da seguridade social, são medidas covardes, a família trabalhadora ao longo dos anos já se programa para o período do abono salarial, cortado e vinculado a várias exigências, tornando mais difícil o acesso.
A mudança no auxílio doença expõe trabalhadores e trabalhadoras quando aumenta o prazo para que o beneficiário receba o auxílio  diretamente da seguridade social, mantendo-o vinculado ao patrão por mais tempo, oque na prática representa um risco, já que os sindicatos oficiais não estão nos locais de trabalho, e nós somos na maioria das vezes  impedidos de promover ações, quando não pela legislação, então pela repressão do estado e das patronais, não confiamos em patrões, e manter trabalhadores e trabalhadoras doentes, por mais tempo dependendo dos salários pagos pelo setor privado nos causam revolta por todo o risco que isso representa.
A única forma de combater  estes ataques é através da ação direta desde os locais de trabalho, barrar estes ataques nós mesmos, através do apoio mútuo e solidariedade entre nossa gente, denunciando o sindicalismo farsante e o governo esquerdista defensor do capital.
Sempre alertamos que todos os partidos são exatamente iguais, jamais um meio de transformação social, mas sob o argumento de barrar a direita, vimos amplos setores iludidos, declarando voto na esquerda, quando a luta por bem estar e liberdade passa longe da política, é uma questão econômica, de estarmos organizados e com a capacidade de parar a produção, somente a autogestão de nossos sindicatos pode nos emancipar, os cortes em direitos comprovam tudo aquilo que anarcossindicalistas sempre denunciaram, o quanto as centrais oficiais são vendidas, o quanto estes sindicalistas são aliados  dos patrões e que a única saída esta em nossa própria organização e luta, sem intermediários.
Estes cortes são o pagamento que o governo exige de nós, exigem que paguemos copa do mundo e as aventuras da ampla concessão de crédito, hoje, estamos todos e todas endividados, e pagaremos com direitos sociais, e laborais, na iminência de mais tentativas de flexibilização para beneficiar os ricos e poderosos investidores, o capitalismo exige, e o estado cumpre, assim funciona este sistema medíocre.
Não cabe outro caminho que não seja da luta nas ruas e locais de trabalho, temos de ir pra cima dos pelegos do sindicalismo oficial, partidos e governo, exigir o fim dos cortes e a manutenção de direitos, sem nenhum avanço contra nossa gente.
Sem pátrias, sem partidos e sem patrões, o Sindivários Araxá COB/AIT se coloca frontalmente na luta contra o corte em direitos sociais, é hora de lutar!



ARAXÁ, UMA DAS TARIFAS DE TRANSPORTE PÚBLICO MAIS CARAS DO PAÍS.

A cidade de Araxá-MG pode dizer que mesmo tendo apenas 100 mil habitantes, já tem problemas idênticos ao de cidades 5,10 vezes maiores, transito lento e transporte público caro e excludente, são apenas uma parte do problema que representa um sistema de transporte feito para o lucro e não para o povo.
Com uma das tarifas de transporte público mais caras do país, Araxá segue a tendência nacional de andar na contramão do mundo, priorizando o carro, enquanto todos os outros que não tem esse meio sofrem as consequências.
Nós, em luta contra a crescente carestia de vida, contra a segregação que representa o transporte  público de Araxá, chamamos para a luta pela imediata revogação do aumento da tarifa para R$2,70 , valor comparável aos de grandes cidades, conseguimos por dois anos vitórias parciais e este ano já vamos para o 3° ato contra o aumento da tarifa, com um saldo de grande apoio popular e crescimento do debate e difusão dos chamados para as ruas, depois dos ataques sofridos por nós e da campanha de terror imposta contra os que lutavam, vencemos e seguimos na luta, sem passo atrás, porque até mesmo os repressores de um passado recente, já não tem mais a capacidade de atacar pessoas que apenas reivindicam maior bem estar e liberdade.
A situação do transporte público em Araxá, é para ser denunciada com máxima visibilidade para que todos saibam a verdade sobre a cidade, não as farsas das propagandas do governo e nem as bravatas de políticos, mas a cidade rica em que o povo é pobre e sofre.
Empresa que explora o transporte público e políticos locais estão sempre em perfeita harmonia, o povo é que sofre, e agora a extinção de cobradores em algumas linhas  escancara também a precarização laboral e o risco aos usuários do transporte público, depois da extinção segregadora de linhas de ônibus que serviam os bairros mais populares da cidade até áreas de lazer, com a evidente intenção de segregar, agora atacam também os trabalhadores e trabalhadoras.

Participe das jornadas de luta, não aceite a exploração calado!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

CONTRA OS CORTES DE DIREITOS SOCIAIS!

Contra o corte de direitos sociais pelo governo peleguista.


Já alertávamos, para os planos de cortes e implementação de medidas de austeridade com o intuito de dar mais credibilidade aos capitalistas e reduzindo os direitos do povo, os cortes em benefícios sociais tiveram total apoio de CUT/UGT, as centrais sindicais governistas e aliadas da patronais.
Nós chamamos para a mobilização imediata contra o corte em direitos sociais, com ataques aos seguro desemprego, auxílio doença e abono salarial que só pioram ainda mais nossas vidas já comprometidas pela inflação exorbitante que o governo esconde, ou tenta esconder, somos inimigos dos mal intencionados que pregaram o voto crítico para evitar o avanço da direita, como sempre alertamos, os dois lados são exatamente iguais, serviçais do capital.
É  hora de barra o corte em direitos, denunciar esquerda e direita, sindicatos pelego/amarelos, e avançar para a greve geral.
O Sindivários Araxá COB/AIT se coloca frontalmente na luta contra estas medidas, que o governo chama de "correções", deveriam sim cortar seus altos benefícios, altos salários, quanto nós trabalhadores e trabalhadoras cada vez entregamos mais nossas vidas pela sobrevivência endividada.

 FRENTE AO CORTE DE DIREITOS SOCIAIS- GREVE GERAL ATIVA É A ÚNICA SAÍDA!





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SINDIVÁRIOS ARAXÁ COB/AIT 2014

Este foi um ano de muitas lutas, principalmente contra as tentativas de criminalização das organizações anarquistas e anarcossindicalistas, fomos atacados pela mídia, condenados em suas publicações e assim demos inicio as jornadas de luta contra a repressão, nos consideramos vencedores nestas lutas que ainda estão em andamento, são diversos processos sustentados por mentiras e para tentar sem sucesso nos calar, em 2014 mostramos que não nos vendemos e nem nos rendemos, que não podem nos calar como fizeram com outros anteriormente.
 Os repressores não esperavam a resistência que enfrentaram, desde as ruas dizendo a verdade sobre a perseguição contra nós todos e todas, denunciando as tentativas de compra de testemunhas e deixando  claro que as mentiras não seriam aceitas, vencemos e tivemos o direito de resposta concedido pela justiça, porém este direito foi editado e tirado do contexto, assim como é frisada também de saber a quantidade de jornais em que foi impresso o nosso direito de resposta, agora os repressores movem ações exigindo indenizações de manifestantes, quando nem mesmo um boicote  foi chamado até o momento, abrimos mão de uma indenização aos nossos companheiros para que essa retratação fosse publicada, mas infelizmente os que tentam nos calar mais uma vez manipularam fatos.
Nós, seguimos em pé, sem nenhum passo atrás frente aos repressores que denunciamos, foram se refugiar na esquerda, que é insignificante na cidade de Araxá.
Neste ano que esta terminando, promovemos eventos culturais, palestras e conversas e debates, em nossa região, difundindo as fontes do anarquismo e nossas formas de organização, expondo questões históricas do anarquismo e do anarcossindicalismo, incentivando a autogestão e o espírito de luta.

   Uma das questões mais importantes a ser desenvolvida é a ideia de ação direta, algo até então desconhecido pela maioria, é hoje um meio notadamente reconhecido na luta por direitos e emancipação social.
Nossos eventos culturais promovidos na praça do Urciano Lemos, setor norte de Araxá, é parte importante da luta por bem estar e liberdade a todos e todas.


Dentro do espírito de máxima solidariedade sem fronteiras, foram promovidos atos de solidariedade para diversos conflitos em todo o mundo,  expondo injustiças e mostrando como somos capazes de estar unidos em apoio mutuo e solidariedade, pressionando patronais e governos por todos os lados, em um destes conflitos especialmente nossos companheiros de CNT/AIT foram vitoriosos em suas demandas contra o banco santader, a pressão de todos e todas em todo o mundo teve resultado e essa foi uma grande vitória sobre os exploradores.
Hoje diversas pessoas entendem e apoiam o internacionalismo proletário, algo que até então não era nem compreendido, hoje conhecem
 e assim sempre que necessário estaremos dispostos para praticar a máxima solidariedade.
Foram diversos atos contra a repressão em Araxá, foram diversos atos de solidariedade, mas no final do ano a prefeitura de Araxá sanciona o aumento nas tarifas de ônibus, fazendo com que a cidade tenha uma das tarifas mais caras do país, nos levando para as ruas e para a reorganização de assembleias para este tema.
Até o momento foram realizados 02 atos, com a certeza de que esta luta seguirá em 2015, de que não aceitaremos esse aumento absurdo e que vamos combater a carestia de vida e o apartheid que representa o transporte público em Araxá, segregando ricos e pobres em áreas de lazer e explorando com o alto preço das tarifas, jamais aceitaremos esse aumento e com base nas lutas experiência parcialmente vitoriosa de 2013, resistiremos e exigimos e redução no valor da tarifa por parte deste governo que adora enfeites natalinos.

Esse foi um ano de lutas como todos os outros, mas em que foi possível notar o amadurecimento da organização e das lutas na cidade, com posições sendo marcadas e máscaras caindo.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Contra a repressão, ação direta e solidariedade sem fronteiras.

Estamos solidários aos companheiros e companheiras perseguidos por suas ideias, estamos solidários aos ateneus e centros okupados atacados pelo estado espanhol, e contra as tentativas deste estado de amordaçar os protestos sociais.
Enfrentamos no Brasil ao longo de 2014 forte repressão por parte do aparato estatal,  e a todo momento contamos com a solidariedade de companheiros e companheiras por todo o mundo, da mesma forma expressamos total solidariedade aos anarquistas espanhóis detidos em Barcelona e Madrid, se tocam em umx tocam em todxs!
Quando veem suas regalias ameaçadas pela organização de trabalhadores e trabalhadoras, o capitalismo usa de seu lacaio, estado, para atacar o povo que exige melhores condições de vida, não nos amedronta a repressão, pelo contrário, nos faz sentir a cada dia mais raiva das injustiças de um estado feito para defender os ricos.
Chamar atos de solidariedade em frente a empresas,consulados e embaixadas da Espanha, exigir o fim da repressão.


#eutambemsouanarquista #yotambiemsoyanarquista



domingo, 21 de dezembro de 2014

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO.

Trabalhar menos, para trabalharmos todos e todas.

Frente aos avanços da tecnologia que proporcionam uma produção infinitamente maior do que quando foram conquistadas as 08 horas diárias, é hora de buscarmos maior bem estar, é o momento de buscarmos uma redução da jornada de trabalho de modo a termos vida, e não apenas essa sobrevivência enquanto as patronais desfrutam de ganhos cada vez maiores.
Assim como quando foram conquistadas as 08 horas diárias, hoje a luta pela redução da jornada de trabalho para 06 horas dia, 30 horas semanais se espalha por vários países, demonstrando que trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo anseiam por maior bem estar, desejam frear já os avanços das patronais contra nossos direitos com total apoio dos governos, sejam eles de esquerda ou de direita, estão sempre tentando corroer nossas mínimas conquistas com manobras descaradas.
Enquanto as centrais pelegas/oficiais do Brasil que vivem as custas do imposto sindical reivindicam reduções para 40/42 horas, nós exigimos 30 horas semanais sem redução salarial, uma redução real, e não uma manobra pelega para tentar abafar a luta por uma vida de maior bem estar.
A redução da jornada de trabalho além de proporcionar maior qualidade de vida, abre novos postos de trabalho, diminui o desemprego, os argumentos dos patrões caem quando vemos que seu lucro aumenta ano a ano, quanto nós entregamos nossa vida em troca da sobrevivência, porque os salários mal pagam as contas, oque na prática resulta em aumento da jornada de trabalho, porque muitos trabalhadores e trabalhadoras acabam tendo de fazer horas extras ou ter dois empregos para poderem sobreviver, mostrando outro problema da atual jornada que é a exaustão que resulta em acidentes de trabalho.
Vemos constantemente casos de trabalhadores e trabalhadoras que se acidentaram devido ao cansaço, e nem toda hipocrisia da patronais, e de técnicos de segurança pode esconder o fato de que estamos todos e todas cansados,tentam com treinamentos ainda mais exaustivos se eximirem de culpa, quando sabemos que práticas seguras e cansaço são esquecidos quando se cumprem prazos, quando o operariado esta sob pressão.

  
Uma das melhores maneiras de evitar acidentes de trabalho é diminuir o cansaço do trabalhador e da trabalhadora, reduzir a jornada de trabalho e tornar o trabalho algo que não nos deixe esgotados como hoje, a segurança no trabalho esta diretamente ligada a condição física do trabalhador e da trabalhadora.
Não esperamos nada que não seja através da luta dos próprios interessados e interessadas, nós, que trabalhamos é que devemos desde já exigir redução da jornada de trabalho, exigir o direito a vida.
Os sindicatos vendidos temem a verdade, prova disso é a ação do governo na dita comissão da verdade para que o anarcossindicalismo fosse ocultado e a mentira pelega fosse mantida, eles não querem que nossa gente sabia como conquistamos nossos direitos, eles vendem a mentira de que luta sindical no Brasil é somente abc- final dos anos 1970, quando sabemos que a perseguição e as lutas do operariado são muito anteriores, e em práticas que não se parecem em nada com as dos sindicatos vermelho/laranja/amarelos, somente a ação direta nos leva as conquistas.
Que a luta pela redução da jornada de trabalho esteja em todo o mundo, que todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem fronteiras, conquistem o bem estar e a liberdade que nos levam a emancipação social.
A luta esta em várias partes do mundo, e começa a tomar ruas, praças, locais de trabalho, estudo e moradia, nossa gente quer viver.
(faixa pela redução da jornada de trabalho C.N.T./A.I.T. -Cádiz -Espanha)













(ato pela redução da jornada de trabalho F.O.R.A./A.I.T.- Buenos Aires-Argentina)

A emancipação dos oprimidos e explorados, deve ser obra dos próprios oprimidos e explorados.

Sindivários Araxá COB/AIT Bem estar e liberdade

Conversa e debate oque é A.I.T. e Anarcossindicalismo.

O debate foi quente, a chuva afastou muitas pessoas, mas foi enriquecedor debater desde o internacionalismo, federalismo, autogestão e solidariedade, até as questões das lutas de gênero, educação libertária e importância da organização imediata.
Foram expostos alguns materiais, e contadas as histórias  da A.I.T. desde sua fundação em 1922 até da C.O.B. e as perseguições que sofreu no Brasil, tema desconhecido por muitos mas que temos o prazer de divulgar aos mais jovens para que saibam a verdade sobre a conquista de nossos mínimos direitos e a tradição anarcossindicalista no país brutalmente reprimida pelo estado e pelos comunistas vermelhos do pcb, questionamos a comissão da verdade criada neste governo de esquerda e sua manipulação dos fatos e da história de lutas e conquistas do povo.

Agradecemos aos companheiros e companheiras que compareceram.