sábado, 21 de dezembro de 2013

A LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL.

Como sempre descrevemos aqui,e a própria história do país pode comprovar;o sindicalismo no Brasil sofre um grave problema de representação,a imensa maioria dos trabalhadores não vê nas centrais vinculadas ao estado e beneficiárias do imposto sindical,um meio de defesa se não apenas um ninho de profissionais sindicais.
Nós,não aceitamos a "profissão"  sindicalista,não aceitamos subsídios do estado e reivindicamos a liberdade de organização sindical como previsto tanto da declaração universal dos direitos humanos,quanto a convenção 87 da OIT,desejamos manter nossa autonomia e a liberdade do trabalhador ou trabalhadora de se filiar-ou não a determinado sindicato,assim prezamos por um sindicalismo onde o trabalhador irá se filiar e contribuir com o sindicato que for do seu agrado,aquele que ele vê como melhor meio de defesa dos seus direitos.
Estas,são questões que visam melhorar a relação trabalho/sindicato,visam levar a liberdade plena de organização como previsto na já citada convenção 87 da  OIT,e que no Brasil não vem sendo respeitada.
A liberdade de organização é livre,vedada qualquer interferência do estado,como previsto na convenção citada acima.
No Brasil,sofremos com as acusações de ilegalidade e inclusive clandestinidade,dois fatores devem ser ressaltados nesta questão;(1) a COB/AIT é a primeira confederação de sindicatos do Brasil,vitimada por leis autoritárias desde antes do estado novo,e roubada pelo estado(escolas,bibliotecas,centros de cultura etc..),seus associados mais ativos foram enviados para campos de concentração(colônia de Clevelândia) e muitos deles executados por polícias políticas ao longo do último século,(2)é garantida a liberdade de organização sindical como meio de defesa legítimo dos trabalhadores e trabalhadoras,sem interferência do estado ou suspensões administrativas ou dissoluções .
Como associados a um sindicato ideológico,nos resguardamos o direito de não manter qualquer vinculo com o estado,e rejeitamos qualquer forma de subsidiamento estatal dos sindicatos,nem mesmo as indenizações por crimes históricos contra nossa Confederação reivindicamos,mas apenas e tão somente a liberdade de organização e o reconhecimento por parte do estado dos crimes cometidos contra nossos fundadores e antigos companheiros.
Sendo assim,o Sindivários Araxá COB/AIT não é um sindicato clandestino,mas uma seção sindical que preserva seu direito a autonomia e reivindica a plena liberdade sindical,como em muitos países signatários de leis internacionais em defesa  da liberdade de organização.
As acusações,contra esta seção devem ser encaradas da seguinte maneira,nos mantemos organizados e em defesa de nossos direitos como garantido por leis internacionais,que todos saibam que a perseguição promovida contra nossa forma de organização visa unicamente parar nossas lutas sindicais e sociais,através de tentativas de coação tentam silenciar as vozes que destoam do estabelecido,esta claro a todos e todas que somente procuram meios de nos denunciar,depois de apoiarmos e sermos solidários a liberdade de organização de estudantes.
Oque nos espanta,é que estas denuncias foram feitas somente depois de sermos solidários a organização de juventude libertária,denotando clara tentativa de perseguição ideológica.
Quanto as manifestações em Araxá devemos esclarecer alguns pontos,as mobilizações foram e continuam sendo convocadas desde um pró-comitê de luta contra a carestia de vida,onde nosso sindicato é parte organizacional,e todos os outros membros autônomos da sociedade exercendo sua liberdade de exigir bem estar social,nós rejeitamos acordos de transação penal porque entendemos que companheiros detidos nas manifestações de Junho são inocentes,e se não o fossem estaria explicitado mais um erro do estado,ao propor transações a culpados,nós rejeitamos os acordos de transação e seguiremos rejeitando.
Temos a liberdade,e apoiamos a sinceridade de todos e todas que descrevem os ocorridos em Junho passado na cidade de Araxá,algo natural da luta social,e que também evidenciou a violência do estado contra manifestantes pacíficos,o padrão naquela situação de um bloqueio e onde não houve resistência seria a negociação para o desbloqueio de vias,e não a imediata intervenção através da força,e no caso os detidos não eram os responsáveis por furtos como denunciado pela mídia burguesa,foram detidos aleatoriamente,e por isso nós rejeitamos um acordo de transação,queremos o reconhecimento de que nossos companheiros são inocentes de tal acusação.
Tudo,esta evidente quando analisamos o  desenrolar dos fatos,pessoas que lutam nas ruas através da ação direta pacifica(esta foi uma resolução de assembleia anterior as grandes marchas),sendo perseguidas e como assumido por aqueles que nos acusam de ilegalidade,desejam apenas nos desmoralizar.
Mas temos princípios,e não contrariamos nossos princípios e nem resoluções  de assembleia,todos os companheiros que estiveram na organização das grandes marchas são testemunhas de que a conduta definida foi a de não revide e não agressão.
Lamentamos profundamente o desespero de setores autoritários,que buscam nos atacar por nossa orientação e por nossas reivindicações,isto fica evidente quando notamos que os próprios procuraram este sindicato e jamais foram discriminados,tendo inclusive esta seção menção positiva quanto a liberdade de todo e qualquer grupo participar das lutas sociais de junho,contrariando inclusive nossos companheiros de Juventude Libertária que sempre se opuseram a participação destes,que nos acusam de ilegalidade,clandestinidade e etc.
É com muito pesar que vemos a covardia com que nos atacam,mas isso também não nos assusta,temos observado situações em Araxá que remontam ao século IXX,de perseguições e tentativas de criminalização, parecemos estar vivendo em outro século.
Tudo isso por outro lado é muito positivo,se nos atacam é porque nos dão importância e sentem nossos questionamentos,abre-se um precedente desde Araxá para questionar o direito a liberdade de organização sindical,e o reconhecimento do estado quanto aos crimes cometidos historicamente contra a COB.
Apoiamos o pedido de esclarecimentos de Juventude Libertária quanto ao local e a união estudantil,apoiamos e somos solidários a todos os perseguidos e coagidos por setores autoritários  e declaramos que o ataque contra um é um ataque contra todos e todas,a solidariedade é nossa maior arma no combate ao autoritarismo.

Declaramos as razões aqui de nossas últimas campanhas;na luta pelo fim de um apartheid que é o transporte público em Araxá e em apoio a melhorias aos trabalhadores da empresa de transportes local,exigimos a um ano o atendimento da pauta de reivindicações,ao invés de atender a pauta de reivindicações o governo municipal altera as leis do transporte público,modificando o artigo que definia este ano(2013) como último ano da empresa de transportes local na prestação do serviço.
O passe livre é um direito constitucional desrespeitado,e que sendo um direito deve ser exigido e reivindicado,assim foram levantados os questionamentos quanto a atuação da união estudantil e a necessidade de organização dos estudantes por seus direitos,organização esta em total acordo com nosso sindicato e inclusive apoiado,por ser uma tentativa de organização autônoma e legítima,que tendo questionamentos negados solicitou uma CPI para que devidas perguntas fossem respondidas,este pedido de CPI é a razão de todos os ataques,montagens e calúnias praticadas contra este sindicato,assim se evidencia que querem uma retalhação e não o esclarecimento de perguntas justas.
Afirmamos nossa discordância com o papel dos agentes do estado,e a ausência de  negociações que são o padrão de ação para movimentos sociais,repudiamos aqueles que utilizam a mídia para ataques pessoais e contra os mais ativos militantes.
Já não esperamos o atendimento da pauta de reivindicações,e nem qualquer negociação com um prefeito que já esta cassado e deve sim sair de seu cargo,junto a todos aqueles que estão a receber dinheiro público.


A liberdade de organização sindical é um direito,e que será levado a cabo por nós todos e todas,sem passo atrás.
Mantemos sempre,total solidariedade a luta de J.L. e aos seus questionamentos naturais,mas encarados como crimes por setores autoritários,e vamos mais longe,quando nossos companheiros e companheiras foram atacados,este se tornou um conflito totalmente nosso também,dentro da lógica de máxima solidariedade e apoio mutuo.
Mais uma vez afirmamos a inocência dos detidos de junho,a perseguição de grupos autoritários a este sindicato,nossa solidariedade a todos os coagidos e ameaçados por lutar e nossa disposição de sempre seguir adiante em nossas lutas,e em nossa liberdade de organização sem qualquer interferência do estado,oque constituiria mais uma violação de direitos humanos na cidade.
Nossa luta é sincera,é horizontal e gerida desde assembleias,é essa forma de luta que os assusta,pois dessa forma não podem utilizar as lutas em proveito próprio,sendo as lutas do povo e para o povo e não para partidos ou políticos.



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